quarta-feira, 26 de setembro de 2007

ARTIGO


De onde vem a pobreza do Piauí?

Conhecendo um pouco da história do Piauí, torna-se irrefutável que a situação de estagnação econômica do estado não é recente. Quando os desbravadores preadores de índios por aqui chegaram, a situação não era das melhores. A sociedade piauiense se caracterizou por muito tempo pela existência de grandes fazendas isoladas uma das outras. Nem mesmo no tempo das “vacas gordas” o estado gozava de grande prestígio nacional. O gado não significou nossa arrancada para o desenvolvimento social. O que marcou o surgimento da sociedade piauiense propriamente dita, foi na realidade as grandes desigualdades sociais. Os grandes fazendeiros latifundiários eram na verdade a sociedade piauiense. Preservação ambiental era coisa desconhecida, e o Piauí já era pobre.
Essa breve explanação serve de base para mostrar que a pobreza em nosso estado não possui nenhuma ligação com a questão da preservação ambiental. Antes da implantação de parques ambientais, o Piauí já era pobre. As causas da pobreza em nosso estado são evidentes: a má gestão histórica por parte de nossos governantes. Preservação ambiental no Piauí é coisa recente. Mas aqueles que são contra o meio ambiente e a favor dos grandes capitalistas e não possuem argumentos para a situação de calamidade social do estado, colocam a culpa de forma inescrupulosa na criação de parques. Que controvérsia, o meio ambiente como vilão. Acharam um “bode expiatório” para nossa pobreza. Mas sabemos, o vilão são eles próprios. Governantes que se apóiam em conchavos políticos em detrimento a qualidade de vida da população. Onde já se viu, governantes e órgãos governamentais de meio ambiente contra a preservação da natureza.
Vejam só, até parece brincadeira, mas não é. O Piauí, é um dos poucos estados brasileiros, se não o único, onde o “pitoresco” é algo corrente. Dá pra imaginar um estado onde os órgãos responsáveis pela preservação do meio ambiente são contra a criação de Unidades de Conservação? Parece piada, mas não é. É o Piauí. O governo culpa o meio ambiente pela pobreza do estado, e o que é pior culpa os pobres pela degradação ambiental. Segundo o governo, os pobres são os que mais depredam o meio ambiente. E os grandes empreendimentos nos cerrados? E os grandes projetos que transformam florestas nativas em carvão? O que dizer deles? Afinal de contas de que lado está o governo? Pelo menos para a última pergunta a resposta não parece embaraçosa.
Como se não bastasse a devastação dos cerrados piauienses para a produção de soja, uma das nossas mais raras belezas naturais, a Serra Vermelha estava com os dias contados. Disfarçado de manejo florestal sustentavel, o projeto ironicamente chamado de “Energia Verde”, pretendia transformar 78 mil hectares de floresta nativa em carvão. O governo do Piauí recebeu de braços abertos os forasteiros desmatadores. Talvez para justificar nossa fama de povo pacato e acolhedor. Mas não precisava tanto. O governo concedeu 12 anos de isenção fiscal ao projeto de desmatamento. O IBAMA – PI e a SEMAR, licenciaram e aprovaram o crime ambiental. Agora com a iminente criação do Parque Nacional da Serra Vermelha, os pseudos defensores do meio ambiente, ainda defendem de forma nefasta a legalidade do projeto. São contra a preservação do meio ambiente.
Não fosse a luta e a coragem dos ambientalistas piauienses o Piauí estaria totalmente devastado. Esses órgãos “ambientalistas” a serviço do capital, nada sabem, nada ouvem e nada vêem. Não sabem que a região da Serra Vermelha possui resquícios de Mata Atlântica, além de cerrado e caatinga. Não sabem que a região está incluída entre as áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade brasileira. E nem mesmo que a mata atlântica possui lei específica. E se não sabem também, a própria ministra do meio ambiente ratificou a presença da mata atlântica no Piauí. Será que eles são tão desenformados assim? Eu particularmente desconfio de tudo isso.
Como se não bastasse, agora eles trazem a tona a teoria de que a criação do parque inviabilizaria a criação do Estado do Gurguéia. Afirmam que as famílias serão desalojadas e que não terão de volta os empregos conseguidos com o projeto Energia Verde. Na realidade, a geração de emprego e a melhoria da qualidade de vida da população, é papel do estado. E se hoje existem famílias vivendo em condições sub-humanas na região, isso se deve ao fato de que o próprio governo não possui competência para implantar uma política social que não seja a do assistencialismo. O governo através desse “terrorismo psicológico” tenta a qualquer custo colocar o meio ambiente como entrave ao desenvolvimento do estado e como culpado maior pela situação de pobreza de nosso povo.


Reginaldo Muniz Soares

Geógrafo

Coordenador do Projeto Mosaico

Região da Serra da Ibiapaba-Sobral

terça-feira, 25 de setembro de 2007



Simplesmente ridículo!!!!

Enquanto o mundo sofre com graves problemas ambientais em virtude de ações inescrupulosas daqueles que não gostam do meio ambiente, O PIAUÍ da um péssimo exemplo.

Aqueles que se dizem defensores do meio ambiente no nosso estado (me refiro aos órgãos governamentais de meio ambiente e a alguns políticos pseudo-ambientalistas) defendem de forma aberta os grandes desmatadores, e tentam a qualquer custo barrar a criação do Parque Nacional da Serra Vermelha.

"Eles são contra a VIDA"


Dias promete “barrar” Parque Serra Vermelha

Depois de ouvir protestos e presenciar o fechamento de BRs, durante visita ao município de Bom Jesus, neste final de semana, o governador Wellington Dias considerou impraticável a criação do Parque Serra Vermelha, por causa do abandono das áreas de conservação já existentes no Piauí. Cerca de 200 trabalhadores rurais organizaram um manifesto para pedir o apoio do petista contra a criação do novo parque que, no entender deles, vai desestruturar e prejudicar toda economia da região, principalmente para os pequenos agricultores que não possuem alternativas de renda.

Wellington Dias estava acompanhado do deputado federal Marcelo Castro (PMDB) que também é contra a criação do parque. “Só falta agora transformarem o Piauí em uma grande reserva florestal para o restante de o mundo usufruir. O estado já deu sua contribuição, temos mais parques do que todos os outros estados do Nordeste juntos. A quem interessa que o rótulo de estado mais pobre da federação? É preciso investir no agronegócio e o manejo sustentável seria a solução mais viável, já que preservar o meio ambiente é uma grande preocupação nos dias de hoje”, argumentou.

Dias se posicionou favorável aos interesses dos trabalhadores rurais da região. Como resposta aos gritos de “Não queremos parque, queremos é emprego”, vindos dos agricultores organizados, o governador afirmou que não é nem o governo federal nem qualquer organização internacional que chega ao Piauí e vai dizer o que é bom para o povo.

Segundo o advogado e vice-presidente da Fundação dos Cerrados, Antônio Ribeiro Neto, os prejuízos econômicos e sociais serão incalculáveis, já que a criação do parque obrigaria aumentaria mais 500 Km à distância entre essas cidades e a região do Vale do Gurguéia. “Aumentar a área de preservação ambiental do Piauí é submeter o povo da região sul do estado a uma eterna dependência de programas sociais, como o Bolsa Família, além de estimular a formação de uma geração de pedintes”, pontuou.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Currais e suplente da Diretoria da Fetag, Cláudia Regina Santos, afirma que cerca de 2.600 produtores do seu município seriam prejudicados pela criação do parque e pediu para que o governador trabalhe pela regularização fundiária da região e não pela desapropriação. Desde que o Ministério do Meio Ambiente deu início à campanha pela criação do Parque da Serra Vermelha, muitos trabalhadores rurais tiveram suas licenças canceladas pelo IBAMA, como Adão Pires, que está desempregado há quase meses, situação compartilhada pelos outros 33 produtores do povoado de Novo Horizonte, interior de Bom Jesus.

A medida também afetou o projeto Energia Verde, que atuava na serra Vermelha com base no Plano de Manejo Florestal Sustentável legitimado pelo próprio IBAMA. A suspensão do projeto deixou mais de 600 trabalhadores desempregados, como Antônio Nunes, que recebia R$ 400,00 mensais, mais R$ 1.000,00 por produtividade. “O que eu mais gostava era a alimentação que a gente recebia. Eram três por dia. Além disso, tinha roupa e carteira assinada”, afirmou. Exemplos como esses motivaram a manifestação realizada no último sábado, em que centenas de pessoas ecoavam o grito “Queremos é emprego”, ao rejeitar a proposta de criação do parque.

Marina Silva defende na ONU esforço global para enfrentar mudança do clima
Marluza Mattos

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta segunda-feira (25), em Nova Iorque, que os impasses nas negociações sobre o período pós-2012 - quando encerra o primeiro período de compromissos estabelecidos no Protocolo de Quioto - precisam ser tratados com visão política e ética: "Comprometida com os anseios e necessidades não de uma parte, mas de toda a população do planeta". A declaração foi feita durante seu discurso no painel sobre mitigação da Reunião de Alto Nível da Organização das Nações Unidas (ONU) - convocada pelo secretário-geral, Ban Ki-moon Ban, para discutir mudança do clima. O evento, que deve ter todos os debates voltados exatamente para o pós-2012, prossegue nesta terça-feira, quando contará também com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim.

Para Marina Silva, os recentes estudos do IPCC confirmam a necessidade de todas as nações envolverem-se num esforço global para enfrentar o problema das mudanças climáticas. "Agir agora não é apenas uma questão de vontade política, é uma questão de responsabilidade, de compromisso, de visão, de ética e de sobrevivência", declarou a ministra.

Ela defendeu a necessidade de os países desenvolvidos reconhecerem que metas mais ambiciosas do que as fixadas no protocolo devem ser assumidas e atingidas, por meio da intensificação de ações domésticas e fortalecimento dos mecanismos de flexibilização, particularmente do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Disse também que os países em desenvolvimento devem se comprometer em dar maior transparência às ações já adotadas voluntariamente e às políticas previstas para auxiliar no processo de mitigação da mudança climática. Devem, também, na opinião da ministra, dar visibilidade à contribuição que essas ações e políticas podem oferecer, dentro do princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. "Os países em desenvolvimento estão preparados para encarar esse desafio, como nações que tem consciência de seu papel no debate e de seu compromisso com suas sociedades", argumentou.

No discurso, Marina Silva também falou sobre as iniciativas brasileiras para reduzir emissões de gases de efeito estufa, mesmo sem ter metas mandatórias estabelecidas no Protocolo de Quioto. Citou como exemplo a produção de energia brasileira, baseada em energia elétrica e no uso de biomassa renovável. Destacou o Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia, baseado em ações de monitoramento e controle, ordenamento territorial e na criação de unidades de conservação - o resultado foi a queda de mais de 50% na taxa bruta de desflorestamento da Amazônia, de 2004 a 2006, e uma redução de quase 0,5 milhão de toneladas de CO2, sem comprometimento do PIB da região.

De acordo com a ministra, esse plano prevê a expansão de áreas de proteção e seu monitoramento contínuo e, portanto, requer investimentos significativos do governo. "Hoje, mais do que nunca, se reconhece a necessidade de incentivos positivos financeiros para a implementação plena de ações para assegurar a redução de emissões por desmatamento. Vários países em desenvolvimento não possuem investimentos necessários para mudar a trilha histórica do uso de seus recursos naturais, nem sempre sustentáveis", argumentou.

Marina Silva salientou que uma das discussões mais importantes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima se dá justamente sobre investimentos tanto em capacitação, fortalecimento institucional, tecnologias avançadas de monitoramento quanto na implementação de alternativas economicamente viáveis ao desmatamento. "Foi em consonância com esse pensamento que o Brasil apresentou à Conferência das Partes da convenção, em 2006, a proposta de incentivos positivos para os países em desenvolvimento que reduzirem suas emissões decorrentes do desmatamento", disse.

A Reunião de Alto Nível é paralela à programação da 62ª sessão da Assembléia Geral da ONU. Ela reúne chefes de estado, de governo e ministros dos países-parte das Nações Unidas e é uma sinalização de que a mudança do clima entrou definitivamente na agenda da ONU como prioridade global.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Cerca de 93% da Mata Atlântica original já foi devastada

A maior parte de nós, brasileiros, já conhece a expressão "consciência ambiental". Mas a ação, infelizmente, ainda não faz parte do nosso cotidiano. Somos responsáveis pela preservação do meio ambiente tanto quanto um guarda florestal. Não jogar bitucas de cigarro em áreas verdes, denunciar quem está desmatando ou jogando lixo e entulho em matas são algumas das ações que acabam virando hábito se forem levadas a sério.

Também precisamos olhar o que compramos, descartando palmito ilegal, orquídeas colhidas no mato, objetos e bijuterias feitos com penas de aves, animais e plantas e, ainda, segundo a WWF - Brasil, organização não-governamental que auxilia na conservação da natureza, conhecer a Lei de Crimes Ambientais e denunciar o tráfico de animais silvestres à Linha Verde do Ibama - 0800-618-080.

O engenheiro florestal do Greenpeace Marcelo Marquesini espera que todo cidadão que se deparar com uma irregularidade ambiental procure a PM, que, por sua vez, deve entrar em contato com um guarda florestal. E os que fazem caminhadas no mato, que tal começar a recolher o lixo que acham?

Fonte: Ecopress/Jornal da Tarde

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

RMA presente no II Encontro Nacional dos Povos das Florestas

A Rede de ONGs da Mata Atlântica esteve presente nesta terça-feira (18/9), na abertura do II Encontro Nacional dos Povos das Florestas. A abertura foi realizada no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, e contou com a presença da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva e do Presidente Lula.

Membro da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Gecinaldo Sateré-Maué afirmou que os povos das florestas, como os indígenas, os seringueiros e a população ribeirinha, alcançaram muitas conquistas em duas décadas. "Deixamos de ser folclore para fazer parte da sociedade brasileira como cidadãos", ressaltou. Entre as conquistas, ele destacou a criação de reservas indígenas e extrativistas, além do reconhecimento dos direitos dos indígenas nos artigos 231 e 232 da Constituição de 1988.

A Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que o Encontro será uma oportunidade de entrar em contato com as reivindicações dos povos das florestas, para juntos construírem uma proposta de desenvolvimento. "Antes de tudo, esse encontro será um exercício de ouvir e compreender, não apenas para corrigir, mas para prevenir o erro", declarou.
Uma apresentação do cantor Milton Nascimento, acompanhado da Orquestra Sinfônica de Brasília, encerrou a solenidade de abertura do encontro.

Durante todo o Encontro serão discutidos temas como o uso sustentável das florestas brasileiras, mudanças climáticas, redução da pobreza e melhores condições de moradia e qualidade de vida para os povos tradicionais que vivem na Amazônia e nos biomas Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado, Pampa e Caatinga.

Os debates começaram nesta quarta-feira (19/9), às 9 horas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e prosseguem até sexta-feira (21/9). A Rede Mata Atlântica está com seu estande montado no local do evento, e durante os três dias de debates estaremos presentes apoiando e contribuindo, mostrando as conquistas que a Mata Atlântica vem conseguindo com o passar dos anos. As coordenadoras da RMA, Elizete Siqueira e Kênia Correia, farão parte da mesa de debates do dia 20, juntamente com os demais líderes de ONGs e do governo. No sábado (21) e domingo (22), as atividades serão realizadas no Jardim Zoológico de Brasília.

Fonte: ASCOM RMA

Marina Silva destaca luta dos povos das florestas
Grace Perpetuo


"As utopias são apenas o começo", disse nesta quarta-feira (19), emocionada, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao lembrar - no auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, durante o II Encontro Nacional dos Povos das Florestas - o esforço visionário de muitos dos presentes por suas respectivas causas, anos atrás, numa história de luta que se confunde com a própria trajetória da ministra. A participação de Marina Silva se deu durante a primeira conferência temática do evento, sob o tema Povos das Florestas e Mudanças Climáticas.


Ao celebrar a presença de "caiçaras, quebradeiras-de-coco, babaçueiros, seringueiros, castanheiros, copaibeiros e pescadores", a ministra afirmou que, 20 anos atrás, "as pessoas que estão aqui foram vanguarda em um movimento que não tinha o apoio que tem hoje". "E olha onde chegamos: 20 anos depois, o movimento volta aqui para discutir problemas globais; porque nossa contribuição, agora, não é apenas para nós mesmos: é para toda a Humanidade", disse Marina, arrancando aplausos ao reiterar que, "porque essa luta foi iniciada lá atrás, o termo usado hoje é duplamente plural; somos os povos das florestas: do Cerrado, da Mata Atlântica, da Caatinga, do Pantanal, dos Pampas".


Marina Silva chamou a atenção para o tema em pauta fazendo com que os presentes pensassem em algumas conseqüências da catástrofe - já em curso em todo o mundo - do aumento das temperaturas globais: a elevação dos níveis dos oceanos, a submersão de grandes territórios e o sofrimento da natureza e de diversos povos (sobretudo os mais pobres) em todos os continentes.
A ministra citou as muitas ações transversais do governo brasileiro no combate ao desmatamento - lembrando os índices mais recentes, que revelam uma redução de 25% em total de área desflorestada no período de agosto de 2005 a julho de 2006 - e no enfrentamento de suas responsabilidades para com a emissão de gases de efeito estufa.


"Mais que corrigir erros, porém, precisamos preveni-los", alertou a ministra. "Temos de mudar nossa forma de vida, porque a Terra não agüenta mais!" Além das iniciativas governamentais, no entanto, Marina reforçou a importância de - por meio de um "constrangimento ético" que leve à ação - trazer a consciência ambiental a todos os brasileiros, para que se dê continuidade às conquistas obtidas até o momento.


Participaram também da conferência temática Povos das Florestas e Mudanças Climáticas Adilson Vieira, do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA); Adriana Ramos, do Instituto Socioambiental; Egberto Tabo, da Coordinadoria de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazonica (COICA); Julio Barbosa de Aquino, do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS); Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa e Meio Ambiente, Stephen Schwartzmann, do Environmental Defense; a jornalista Miriam Leitão; e o governador do Estado do Amazonas, Eduardo Braga.


sexta-feira, 14 de setembro de 2007


2º Encontro dos Povos das Florestas começa nesta terça-feira (18/9)


Fundada nos anos 80, a Aliança dos Povos da Floresta retoma agenda de lutas pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia quase 20 anos depois da morte de Chico Mendes
Índios, seringueiros, ribeirinhos, pescadores, quebradeiras de coco e representantes de organizações da sociedade civil retomam uma aliança histórica: o 2º Encontro Nacional dos Povos das Florestas, que começa nesta terça-feira (18) e prossegue até domingo (23), em Brasília. A cerimônia de abertura ocorre na terça (18), às 19 horas, no Teatro Nacional, Sala Villa-Lobos, com o show do cantor Milton Nascimento e apresentação da Orquestra Sinfônica de Brasília.

O objetivo do evento é articular a unificação dos interesses dos povos tradicionais que vivem na Amazônia e nos biomas caatinga, mata atlântica, cerrado, pampa e pantanal. O encontro é promovido pela Aliança dos Povos da Floresta, composta pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), e o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA).


Os debates serão realizados de quarta (19) a sexta-feira (21), no Centro de Convenções Ulisses Guimarães. Os participantes discutirão temas que estão na ordem do dia, como mudanças climáticas, redução da pobreza entre os povos tradicionais, conservação da biodiversidade, e o Programa de Aceleração do Crescimento voltado para o desenvolvimento socioambiental. Também serão discutidas alternativas à implementação de políticas públicas, que assegurem a sustentabilidade das populações que vivem nas florestas.


No sábado (22), haverá a mostra de arte e artesanato, que terá início às 11 horas, no Jardim Zoológico de Brasília. No domingo (23), será feito um plantio de árvores, com o objetivo de neutralizar as emissões de carbono do encontro. Simultaneamente, jovens e adolescentes de todo o país vão acampar em uma área do Jardim Zoológico, onde serão desenvolvidas várias atividades culturais.


Além disso, a sétima arte é uma das atrações do encontro. A mostra "Cinema para todas as tribos", promovida em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), ocorre entre 19 e 21, das 14 às 19 horas, no centro de convenções.


As inscrições para o evento ainda podem ser feitas pela internet, no site povosdasflorestas.org.br, ou no local do evento.


Mobilização – Segundo o coordenador-geral da Coiab, Jecinaldo Saterê-Mawê, a retomada da aliança significa a abertura do diálogo do movimento com os governos e a cooperação internacional. "Nas últimas duas décadas, cada entidade atuou individualmente, mas agora é preciso uma agenda unificada. As comunidades indígenas não aceitarão o modelo de desenvolvimento econômico que leva à miséria a população da Amazônia", diz.


O diretor do Conselho Nacional dos Seringueiros, Júlio Barbosa de Aquino, afirma que o Brasil avançou na luta pela proteção aos povos das florestas. Contudo, ele defende que o debate exceda os limites amazônicos. "Precisamos discutir os problemas que ocorrem em outros biomas, que são igualmente importantes, ricos em biodiversidade e com uma população expressiva vivendo nesses ecossistemas", destaca.


"O segundo encontro será um momento para ampliar e fortalecer as nossas alianças e conscientizar sobre os efeitos das mudanças climáticas. Também vamos definir uma agenda para acelerar o processo de redução da pobreza entre as comunidades tradicionais, que vivem nas florestas", afirma o secretário-geral do GTA, Adilson Vieira.


De acordo com dados da GTA, o país possui 4,7 milhões de quilômetros quadrados de floresta, o equivalente a 55% do seu território nacional.


História do Encontro – A primeira edição do Encontro dos Povos das Florestas aconteceu junto com o 2º Encontro Nacional de Seringueiros, entre 25 e 31 de março de 1989, em Rio Branco, Acre. Participaram 187 delegados seringueiros e indígenas do Acre, Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia.


Durante o encontro, a Aliança dos Povos da Floresta foi instituída com os propósitos de defender as terras das populações tradicionais e assegurar a implementação de políticas públicas que garantissem sua sobrevivência e sua cultura.


O líder seringueiro Chico Mendes, assassinado em 22 de dezembro de 1988, em Xapuri (AC), foi um dos grandes inspiradores do encontro, que foi organizado pelo Conselho Nacional de Seringueiros (CNS) e pela União das Nações Indígenas (UNI), além de apoiado por diversas outras entidades. O primeiro encontro incorporou a diversidade dos setores oprimidos da Amazônia, reunindo também castanheiros de Marabá (Pará), além de seringueiros do Acre, Amazonas e Rondônia.


Serviço:
2º Encontro Nacional dos Povos das Florestas Data: 18 a 23 de setembro de 2007 - Brasília - Distrito FederalInformações: http://povosdasflorestas.org.br/
Mais informações:


Assessoria de Imprensa Fabrício FernandesM&M Comunicação – RBCETel.: / 9118-5899imprensa@povosdasflorestas.org.br
Fonte: 2º Encontro dos Povos das Florestas


Extraído de:www.rma.org.br


terça-feira, 11 de setembro de 2007


A SERRA VERMELHA está sendo votada dentre outras Belezas Naturais do Piauí, para ser escolhida como uma das SETE MARAVILHAS DO ESTADO. Se você acha também, que ela deve ser uma das SETE MARAVILHAS DO PAUÍ, vote logo na SERRA VERMELHA pelo site www.meionorte.com


Fundação Rio Parnaíba - FURPA