terça-feira, 25 de setembro de 2007



Simplesmente ridículo!!!!

Enquanto o mundo sofre com graves problemas ambientais em virtude de ações inescrupulosas daqueles que não gostam do meio ambiente, O PIAUÍ da um péssimo exemplo.

Aqueles que se dizem defensores do meio ambiente no nosso estado (me refiro aos órgãos governamentais de meio ambiente e a alguns políticos pseudo-ambientalistas) defendem de forma aberta os grandes desmatadores, e tentam a qualquer custo barrar a criação do Parque Nacional da Serra Vermelha.

"Eles são contra a VIDA"


Dias promete “barrar” Parque Serra Vermelha

Depois de ouvir protestos e presenciar o fechamento de BRs, durante visita ao município de Bom Jesus, neste final de semana, o governador Wellington Dias considerou impraticável a criação do Parque Serra Vermelha, por causa do abandono das áreas de conservação já existentes no Piauí. Cerca de 200 trabalhadores rurais organizaram um manifesto para pedir o apoio do petista contra a criação do novo parque que, no entender deles, vai desestruturar e prejudicar toda economia da região, principalmente para os pequenos agricultores que não possuem alternativas de renda.

Wellington Dias estava acompanhado do deputado federal Marcelo Castro (PMDB) que também é contra a criação do parque. “Só falta agora transformarem o Piauí em uma grande reserva florestal para o restante de o mundo usufruir. O estado já deu sua contribuição, temos mais parques do que todos os outros estados do Nordeste juntos. A quem interessa que o rótulo de estado mais pobre da federação? É preciso investir no agronegócio e o manejo sustentável seria a solução mais viável, já que preservar o meio ambiente é uma grande preocupação nos dias de hoje”, argumentou.

Dias se posicionou favorável aos interesses dos trabalhadores rurais da região. Como resposta aos gritos de “Não queremos parque, queremos é emprego”, vindos dos agricultores organizados, o governador afirmou que não é nem o governo federal nem qualquer organização internacional que chega ao Piauí e vai dizer o que é bom para o povo.

Segundo o advogado e vice-presidente da Fundação dos Cerrados, Antônio Ribeiro Neto, os prejuízos econômicos e sociais serão incalculáveis, já que a criação do parque obrigaria aumentaria mais 500 Km à distância entre essas cidades e a região do Vale do Gurguéia. “Aumentar a área de preservação ambiental do Piauí é submeter o povo da região sul do estado a uma eterna dependência de programas sociais, como o Bolsa Família, além de estimular a formação de uma geração de pedintes”, pontuou.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Currais e suplente da Diretoria da Fetag, Cláudia Regina Santos, afirma que cerca de 2.600 produtores do seu município seriam prejudicados pela criação do parque e pediu para que o governador trabalhe pela regularização fundiária da região e não pela desapropriação. Desde que o Ministério do Meio Ambiente deu início à campanha pela criação do Parque da Serra Vermelha, muitos trabalhadores rurais tiveram suas licenças canceladas pelo IBAMA, como Adão Pires, que está desempregado há quase meses, situação compartilhada pelos outros 33 produtores do povoado de Novo Horizonte, interior de Bom Jesus.

A medida também afetou o projeto Energia Verde, que atuava na serra Vermelha com base no Plano de Manejo Florestal Sustentável legitimado pelo próprio IBAMA. A suspensão do projeto deixou mais de 600 trabalhadores desempregados, como Antônio Nunes, que recebia R$ 400,00 mensais, mais R$ 1.000,00 por produtividade. “O que eu mais gostava era a alimentação que a gente recebia. Eram três por dia. Além disso, tinha roupa e carteira assinada”, afirmou. Exemplos como esses motivaram a manifestação realizada no último sábado, em que centenas de pessoas ecoavam o grito “Queremos é emprego”, ao rejeitar a proposta de criação do parque.

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