Serra Vermelha será transformada em parque nacional
23/08/2007 15h50
Por Mauro Sampaio - Brasília DF
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concluirá nos próximos 60 dias um estudo que deverá recomendar a transformação da Serra Vermelha, do Chapadão do Guaribas e do entorno do Parque Nacional da Serra das Confusões numa nova unidade de conservação do Piauí. A tendência é que seja criado um novo parque nacional.
A informação foi dada pelo diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama, Antônio Carlos Hummel, na audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (23), “sobre a concessão do licenciamento do projeto de desmatamento na Serra Vermelha para a produção de carvão.”
O projeto Energia Verde pertence ao grupo J B Carbon S. A, que esteve representado pelo seu presidente, João Batista Fernandes. Ele manifestou decepção porque seu investimento tem sido considerado desmatamento: “Tiramos proveito da mata, mas conservamos a biodiversidade. Fico triste quando ouço pessoas chamando o projeto de desmatamento”.
João Batista se referia principalmente ao presidente da Fundação Rio Parnaíba (Furpa), Francisco Soares, também presente à audiência. O projeto Energia Verde está suspenso e aguarda a finalização do estudo. O Ibama agora reconhece que a Serra Vermelha é uma área “insuficientemente conhecida”, de grande importância econômica e que poderá ser melhor explorada com o ecoturismo. A comunidade se beneficiaria da atividade vendendo aos turistas produtos de artesanato, mel, farinha e outros alimentos.
A rica biodiversidade (fauna e flora) em fase de estudo e os problemas identificados pelas equipes deverão fazer com que o Ibama não permita mais o manejo florestal pela J B Carbon. Entre os problemas mais graves estão a desertificação, que já é percebida em alguns pontos próximos da Serra Vermelha, e a carência de recursos hídricos. O Rio Gurguéia, o mais importante do sudeste piauiense, depende da conservação da floresta.
A informação foi dada pelo diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama, Antônio Carlos Hummel, na audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (23), “sobre a concessão do licenciamento do projeto de desmatamento na Serra Vermelha para a produção de carvão.”
O projeto Energia Verde pertence ao grupo J B Carbon S. A, que esteve representado pelo seu presidente, João Batista Fernandes. Ele manifestou decepção porque seu investimento tem sido considerado desmatamento: “Tiramos proveito da mata, mas conservamos a biodiversidade. Fico triste quando ouço pessoas chamando o projeto de desmatamento”.
João Batista se referia principalmente ao presidente da Fundação Rio Parnaíba (Furpa), Francisco Soares, também presente à audiência. O projeto Energia Verde está suspenso e aguarda a finalização do estudo. O Ibama agora reconhece que a Serra Vermelha é uma área “insuficientemente conhecida”, de grande importância econômica e que poderá ser melhor explorada com o ecoturismo. A comunidade se beneficiaria da atividade vendendo aos turistas produtos de artesanato, mel, farinha e outros alimentos.
A rica biodiversidade (fauna e flora) em fase de estudo e os problemas identificados pelas equipes deverão fazer com que o Ibama não permita mais o manejo florestal pela J B Carbon. Entre os problemas mais graves estão a desertificação, que já é percebida em alguns pontos próximos da Serra Vermelha, e a carência de recursos hídricos. O Rio Gurguéia, o mais importante do sudeste piauiense, depende da conservação da floresta.
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